Autor da História da Caricatura Brasileira relançará o volume 1 da obra, com uma exposição no 40o Salão de Humor de Piracicaba
Entre tantos eventos e exposições que serão apresentados no histórico 40o Salão de Humor de Piracicaba, o historiador Luciano Magno, autor do livro "História da Caricatura Brasileira", estará relançando o volume 1 de sua obra, sobre a caricatura no Brasil, com preço promocional, nesse histórico Salão de Humor, e apresentará também uma exposição de sua curadoria intitulada “30 Momentos do Humor Gráfico Brasileiro do Século XIX”, além de 3 palestras com debates sobre a obra da História da Caricatura, que realizará nos locais assinalados no site do evento (http://salaodehumor.piracicab a.sp.gov.br/humor/programacao/ ). O relançamento do livro da História da Caricatura Brasileira, ao preço promocional de 89 reais, é ótima oportunidade para aqueles que ainda não adquiriram o livro, e a participação nas palestras será outro evento importante para conhecer melhor a trajetória da obra e sua construção. E Interessados que queiram adquirir o livro, ao preço promocional, pela internet - via correios - podem entrar em contato direto com o Autor no e-mail: lucio.muruci@ig.com.br
Alguns Eventos do 40o Salão de Humor de Piracicaba:
PALESTRA | DEBATE
“HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA” – Encontros com o escritor e pesquisador carioca Luciano Magno autor do livro “HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA – Os precursores e a consolidação no Brasil”.
Dia 19 de agosto, 19h30 na UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) – Auditório Verde, Bloco 02, Campus Taquaral.
Dia 20 de agosto, 19h30 na FACULDADE ANHANGUERA – Anfiteatro da Faculdade.
Dia 21 de agosto, 19h30 na Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, 19h30 – Auditório da Biblioteca.
_____________________________ ______________________________ ______________________________
Exposições:
“30 MOMENTOS DO HUMOR GRÁFICO BRASILEIRO DO SÉCULO XIX” – Um panorama histórico sobre a trajetória dos principais artistas gráficos no século XIX e de momentos marcantes da nossa caricatura (que inclui os precursores e as principais revistas do humor gráfico brasileiro do século XIX). Reproduções da obra de célebres artistas como: Angelo Agostini, Rafael Mendes de Carvalho, Cândido de Faria, Pedro Américo, Pinheiro Guimarães, J. Mill, Bordalo Pinheiro, e tantos outros. Curadoria: Luciano Magno, autor do livro “HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA – Os precursores e a consolidação no Brasil. Local: Parque Engenho Central/Armazém 09. Abertura: 24 de agosto, 20h. Visitas: até 20 de outubro, de terça a sexta, das 14 às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 20h.
“O BRASIL EM 40 CHARGES” – Seleção de charges publicadas no jornal brasileiro “Folha de S. Paulo” abrangendo os assuntos e personagens que viraram notícia entre os anos de 1974 a 2013. Local: Parque Engenho Central/Armazém 09.Abertura: 24 de agosto, 20h. Visitas: até 20 de outubro, de terça a sexta, das 14 às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 20h.
“KOSOBUKIN, CARTUNISTA DO MUNDO” – Mostra de cartuns do ucraniano Yuri Kosobukin (1950/2013), o artista mais premiado em 40 anos do Salão de Piracicaba e reconhecido mundialmente pelo estilo marcante de sua arte. Local: Parque Engenho Central/Armazém 14. Abertura: 24 de agosto, 20h. Visitas: até 20 de outubro, de terça a sexta, das 14 às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 20h.
______________________________ ______________________________ ______________________________ _________________
LANÇAMENTOS DE LIVROS
HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA – De Luciano Magno (pseudônimo do pesquisador Lucio Muruci), examina a trajetória e a produção dos protagonistas da caricatura no Brasil desde o século XIX até a época contemporânea (Gala Edições de Arte). Dia 24 de agosto (sábado), 20h na abertura do 40º Salão.
NHÔ QUIM, a história que conheço – De Edson Rontani Jr. A publicação trata da história de criação do personagem Nhô Quim, símbolo do E. C. XV de Novembro dePiracicaba, criado em 1948 pelo cartunista Edson Rontani. Dia 24 de agosto (sábado), 15h. Local: Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”.
Informações retiradas do Site:
| A odisseia da caricatura brasileira | 11. 05. 2013 |
Por Zaqueu Fogaça
A relação de Luciano Magno (pseudônimo de Lucio Muruci) com os desenhos surgiu ainda na infância, quando lia os gibis de Maurício de Souza. Posteriormente, conheceu o trabalho de Henfil e se enveredou pelos caminhos da história da caricatura brasileira. Um trabalho caudaloso, que perdurou 25 anos e cujo resultado começou a se tornar público com o lançamento do primeiro volume da sérieHistória da Caricatura Brasileira (Editora Gala).
“A obra tem esse objetivo de propor reavaliações, [fazer a] introdução de novos marcos históricos e de personagens que haviam ficado de fora dos estudos anteriores. No projeto todo, recupero a história de vida e da obra de mais de 300 célebres caricaturistas. Muitos deles eram apenas mencionados em estudos anteriores, e outros nunca figuraram neles”, adianta Magno.
No primeiro livro (de um total de sete), intitulado História da Caricatura Brasileira – os Precursores e a Consolidação da Caricatura no Brasil, o autor remonta aos primeiros artistas do gênero no país, ainda no século XIX, em uma obra que conta com 538 páginas, 90 capítulos e mais de 70 imagens, mas que, apesar da envergadura, trata apenas dos primeiros caminhos trilhados por essa arte em território brasileiro.
Nesta entrevista para o SaraivaConteúdo, o autor revela suas descobertas, destaca os principais artistas do período e ressalta o teor ferino e bem-humorado tão marcante na caricatura brasileira.
De que maneira surgiu seu interesse pelos desenhos e como foi o processo de pesquisa para traçar a história da caricatura brasileira?
Luciano Magno. Desde criança fui muito apaixonado pelos gibis do Maurício de Souza. Mais tarde conheci o Henfil, que se tornou uma referência para mim e tantos outros quadrinistas. Eu assistia a um quadro dentro do “TV Mulher” que se chamava “TV Homem”, que o Henfil fazia. Primeiramente comecei pesquisando grandes artistas como Luiz Sá, J. Carlos e Seth. Depois, quando decidi realizar a História da Caricatura Brasileira, ampliei esse leque e comecei as pesquisas de campo na Biblioteca Nacional, no Real Gabinete Português de Leitura, entre outras.
Foto de Bordalo Pinheiro, Revista Renascensa n° 2 jan 1905
|
Luciano Magno, autor da obra História da Caricatura Brasileira
|
Em que momento a caricatura passou a ser uma arte distinta e quais foram os temas mais recorrentes nesse período?
Luciano Magno. O marco inaugural da caricatura no Brasil acontece com as charges de Manoel de Araújo Porto-Alegre, anunciadas em 1837. Essa produção e o anúncio da série da “Caricatura” foram os marcos oficiais dessa arte no Brasil, pois esse artista tinha uma noção clara do seu papel e pioneirismo. Nas primeiras produções, o corcunda era uma figura recorrente. Durante o processo de consolidação da independência do país, a deformação era uma forma de satirizar os “corcundas”, figura que aparece nos periódicos O Maribondo (1822), O Corcundão (1831) e O Carapuceiro (1832), que criticavam aqueles que se curvavam ao absolutismo. Nesse primeiro momento, a caricatura era bastante crítica, ferina, bem-humorada e muito politizada.
Quem foram os principais caricaturistas dessa primeira fase da caricatura brasileira?
Luciano Magno. Manoel de Araújo Porto-Alegre, o primeiro caricaturista brasileiro e patrono dessa arte no Brasil, e Cândido Aragonez de Faria, pois são artistas de reconhecimento internacional, que deram enorme contribuição para essa arte. Em pleno século XIX, Angelo Agostini, por sua luta abolicionista, assim como Bordalo Pinheiro, por sua combatividade, também são importantes. Tanto Agostini quanto Bordalo exerceram grandes influências sobre os outros artistas da época. No século XX, [havia] caricaturistas como J. Carlos, K. Lixto e Raul Pederneiras (os mestres da caricatura da nossa Belle-époque).
Luciano Magno. Manoel de Araújo Porto-Alegre, o primeiro caricaturista brasileiro e patrono dessa arte no Brasil, e Cândido Aragonez de Faria, pois são artistas de reconhecimento internacional, que deram enorme contribuição para essa arte. Em pleno século XIX, Angelo Agostini, por sua luta abolicionista, assim como Bordalo Pinheiro, por sua combatividade, também são importantes. Tanto Agostini quanto Bordalo exerceram grandes influências sobre os outros artistas da época. No século XX, [havia] caricaturistas como J. Carlos, K. Lixto e Raul Pederneiras (os mestres da caricatura da nossa Belle-époque).
Primeira caricatura brasileira (O Maribondo n° 1 de 25 Julho 1822)
|
Durante esses 25 anos pesquisando a caricatura brasileira, quais foram as principais descobertas sobre o gênero?
Luciano Magno. A descoberta, revelada em nosso livro, da primazia e pioneirismo da charge de O Maribondo, em 1822, na caricatura brasileira, fez mudar todo o arcabouço dos marcos históricos do nosso trabalho e, por consequência, da história da nossa caricatura. Mas ao mesmo tempo, a obra é um trabalho histórico, único, que, mesmo tendo antecipado em 15 anos o marco inaugural dessa arte em nosso país, de 1837 para 1822, reconfirmou a importância histórica da obra e do legado de Manoel de Araújo Porto-Alegre para a caricatura brasileira.
A caricatura nasceu juntamente com a imprensa. Dadas as mudanças nos meios de comunicação nesses últimos anos, de que maneira, também, a caricatura mudou?
Comentários
Postar um comentário