Pular para o conteúdo principal

WALLACE PATRICK SALGADO: RECITAL - E agora, José?

              E agora, José? Carlos Drummond de Andrade

                                                
                                                                         RECITAL
VÍDEO POEMA

CLIQUE NO BOTÃO DO YOU TUBE -IMAGEM EM HD

DO CANAL DO YOU TUBE
PENSAMENTO INSANO:

CONHEÇA O POETA  CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE NO SEU SITE
ACESSE O SITE DO POETA

Carlos Drummond de Andrade

www.carlosdrummond.com.br




 JOSÉ
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

ACESSE O SITE DO POETA

Carlos Drummond de Andrade

www.carlosdrummond.com.br






Carlos Drummond de Andrade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Carlos Drummond de Andrade



Estátua de Carlos Drummond de Andrade, em frente à Associação Cultural, em Itabira, Minas Gerais.


Nacionalidade
brasileira
Data de nascimento
31 de Outubro de 1902
Local de nascimento
Itabira, Minas Gerais
Brasil


Data de falecimento
17 de agosto de 1987 (85 anos)
Local de falecimento
Rio de Janeiro, RJ,
Brasil


Ocupação
Poeta, cronista e contista
Grupo étnico
Branca
Educação
Formado em Farmácia
Alma mater
Colégio Arnaldo
Colégio Anchieta
Período de atividade
1930-1987 (57 anos)

Movimento
Modernismo
Magnum opus
A Rosa do Povo (1945)
Cônjuge
Dolores Dutra de Morais (1925-1987)
Filhos
Carlos Flávio
Maria Julieta Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX.1

Índice [esconder

Biografia[editar]
Nasceu em Minas Gerais, numa cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Seus antepassados, tanto do lado materno como paterno, pertencem a famílias de há muito tempo estabelecidas no Brasil 2 3 . Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte, no Colégio Arnaldo, e em Nova Friburgo com os jesuítas no Colégio Anchieta.4 Formado em farmácia, com Emílio Mourae outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil.5


Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora (e a quem é dedicado o poema "O que viveu meia hora", presente emPoesia completa, Ed. Nova Aguilar, 2002), e Maria Julieta Drummond de Andrade.


No mesmo ano em que publica a primeira obra poética, "Alguma poesia" (1930), o seu poema Sentimental é declamado na conferência "Poesia Moderníssima do Brasil"1 , feita no curso de férias da Faculdade de Letras de Coimbra, pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manoel de Souza Pinto, no contexto da política de difusão da literatura brasileira nas Universidades Portuguesas. Durante a maior parte da vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguindo até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha.6 Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.
Drummond e o modernismo brasileiro[editar]


Drummond, como os modernistas,segue a libertação proposta por Mário e Oswald de Andrade; com a instituição do verso livre, mostrando que este não depende de um metro fixo.1 Se dividirmos o modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Oswald de Andrade.1
A poesia de Drummond[editar]





Estátuas Dois poetas, na cidade dePorto Alegre. Em pé, Carlos Drummond de Andrade. Sentado, Mário Quintana. Drummond tinha um livro de bronze nas mãos, que foi roubado. As pessoas agora colocam sempre um livro nas mãos do poeta. Na foto, o livro que está com ele é "Diário de um Ladrão", do Jean Genet.

Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estreias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade linguística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas.1

Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirmaAlfredo Bosi (1994).

Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética "eu x mundo", desdobrando-se em três atitudes: 
Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica 
Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social 
Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica 

Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com frequência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame.1 Muito a propósito da sua posição política, Drummond diz, curiosamente, na página 82 da sua obra "O Observador no Escritório", Rio de Janeiro, Editora Record, 1985, que "Mietta Santiago, a escritora, expõe-me sua posição filosófica: Do pescoço para baixo sou marxista, porém do pescoço para cima sou espiritualista e creio em Deus."

No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.
Obra literária[editar]



Foto do Memorial Carlos Drummond de Andrade, em Itabira
Alguma Poesia (1930
Brejo das Almas (1934
José (1942
Claro Enigma (1951
Fazendeiro do ar (1954
Quadrilha (1954
Viola de Bolso (1955
A vida passada a limpo (1959
Lição de Coisas (1962
A falta que ama (1968
Nudez (1968
As Impurezas do Branco (1973
Menino Antigo (Boitempo II) (1973
A Visita (1977
Discurso de Primavera e Algumas Sombras (1977
O marginal Clorindo Gato (1978
Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979
A Paixão Medida (1980
Caso do Vestido (1983
Corpo (1984
Eu, etiqueta (1984
Amar se aprende amando (1985
Poesia Errante (1988
O Amor Natural (1992
Farewell (1996
Os ombros suportam o mundo(1935
Futebol a arte (1970
Naróta do Coxordão (1971
Da utilidade dos animais 
Elegia (1938
Antologia poética[editar
Poesia até agora (1948
A última pedra no meu caminho (1950
50 poemas escolhidos pelo autor (1956
Antologia Poética (1962
Antologia Poética (1965
Seleta em Prosa e Verso (1971
Amor, Amores (1975
Carmina drummondiana (1982
Boitempo I e Boitempo II (1987
Minha morte (1987
O Elefante (1983
História de dois amores (1985
O pintinho (1988
Rick e a Girafa 7
Confissões de Minas (1944
Contos de Aprendiz (1951
Passeios na Ilha (1952
Fala, amendoeira (1957
A bolsa & a vida (1962
A minha Voda (1964
Cadeira de balanço (1966
Caminhos de João Brandão (1970
O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972
De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974
Os dias lindos (1977
70 historinhas (1978
Contos plausíveis (1981
Boca de luar (1984
O observador no escritório (1985
Tempo vida poesia (1986
Moça deitada na grama (1987
O avesso das coisas (1988
Auto-retrato e outras crônicas (1989
As histórias das muralhas (1989
Representações na cultura[editar]


Drummond já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme Poeta de Sete Faces (2002)8 e Ivan Fernandes na minissérie JK (2006).


Também teve sua efígie impressa nas notas de NCz$ 50,00 (cinquenta cruzados novos) em circulação no Brasil entre 1988 e 1990.


Atualmente, também, há representações em Esculturas do Escritor, como é o caso das estátuas 'Dois poetas', na cidade de Porto Alegre, e também 'O Pensador, na praia de Copacabana no Rio de Janeiro, além de um memorial em sua homenagem da cidade de Itabira.
Referências



a b c d e f Carlos Drummond de Andrade (em português). UOL - Biografias. Página visitada em 21 de setembro de 2012. 



Linha do tempo. Projeto Memória. Página visitada em 3 de junho de 2012. 

As Revistas. Projeto Memória. Página visitada em 3 de junho de 2012. 

Carlos Drummond de Andrade - Biografia. Veja. Página visitada em 29 de setembro de 2008. 


O Cinema. Projeto Memória. Página visitada em 3 de junho de 2012. 
Ligações externas[editar]

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Carlos Drummond de Andrade









Comentários